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Linda Mensagem

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011





NEOQEAV

Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro.Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar "Neoqeav" na última folha e enrolou tudo de novo. Não havia limites para onde "Neoqeav” pudesse surgir."Neoqeav" era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho. Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o  pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho. Eles escreviam "Neoqeav" com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse. A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra "Neoqeav" num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro  lugar e assim sucessivamente.


 
Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar.
 
Eles se revezavam deixando "Neoqeav" escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la  em outro local para o outro achar.

 
Pedacinhos de papel com "Neoqeav" rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam.
 
Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros. "Neoqeav" era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da
lareira.
 
Esta misteriosa palavra tanto fazia  parte da casa de meus avós quanto da mobília.
Levou bastante tempo para eu passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam.

 
Porém, eu nunca duvidei do amor, entre meus avós. Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida.

 
Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual às quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar.
 
O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam.
Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena.
 
Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal.


Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso.

Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos.

 Antes de cada refeição eles se reverenciavam e davam graças a Deus e bênçãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte.

Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes.

Como sempre, vovô estava com ela a cada momento.

 Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair.

O câncer agora estava de novo atacando seu corpo. Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja toda manhã.

E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa.

Por algum tempo, meu avô resolveu ir igreja sozinho, rezando a Deus para zelar por sua esposa.

Então, o que todos nós temíamos aconteceu. Vovó partiu. "Neoqeav" foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó.

Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez.

Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela. Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser.

Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento.
Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava.

Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando:

 “Mas o que Neoqeav significa?".
  

Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você =


“N E O Q E A V “



Reflexão... Harry Benjamin

sexta-feira, 26 de novembro de 2010


"Não acrescente dias à sua vida, mas vida aos seus dias". (Harry Benjamin)

A força da vida...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Tornando-se Mais Forte

"Pelas montanhas que tive de escalar;
pelas pedras que machucaram os meus pés;
por todo sangue doçura e sujeira;
por tempestades terríveis e calor ardente,
meu coração canta, no entanto, uma canção de gratidão -
essas foram as coisas que me tornaram forte!

Por todos os sofrimentos e lágrimas;
por toda angústia e dor;
pelos dias tristes e anos infrutíferos;
e pelas esperanças que viveram em vão,
sim, eu agradeço, pois agora sei que essas
foram as coisas que me ajudaram a crescer!

Não são as coisas mais suaves da vida que estimulam
o desejo de batalhar em uma pessoa.
Mas a adversidade e a competição severa fazem o possível
para manter vivo o desejo de uma pessoa.
Sobre tapetes de pétalas de rosas, muitos se esparramam.
Mas os corações valentes ousam escalar ladeira íngreme."

(Autor Desconhecido)




Aposentadoria.....Caminhos da Vida!!!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010



Estou aposentado, e agora?

Por Bernt Entschev* -

Aposentadoria: essa palavra, que muitas vezes parece distante de nossa realidade e rotina tão atribuladas, na verdade é o ponto de chegada da maioria dos brasileiros. Quem nunca pensou no dia em que não precisará mais acordar cedo para trabalhar, ou que não vai mais ter de esperar as férias para fazer as viagens que tem vontade?!

No entanto, se aposentar é algo muito mais complexo do que simplesmente pendurar as chuteiras – mas não chega a ser um bicho de sete cabeças. Primeira reflexão que proponho para hoje: o que você gostaria de fazer quando a lei permitir que você fique em casa descansando, sendo respaldado financeiramente? Sei que muitas pessoas responderão que vão fazer tudo que não puderam fazer durante toda a vida, por conta da falta de tempo. Mas as coisas não são tão simples assim.

Primeiramente, para fazer tudo que não fizemos durante toda a vida, precisamos estar bem estruturados financeiramente. Ou seja, deve-se planejar para dar conta de se manter sozinho até o fim da vida, e ainda sobrar capital suficiente para realizar nossos sonhos (os possíveis de se comprar). Essa é a primeira questão e talvez a mais relevante, afinal, a maioria dos brasileiros acaba se tornando dependente de outras pessoas (filhos, parentes, amigos) quando chegam à terceira idade.

Muitos profissionais se sentem num profundo vazio quando se aposentam. Isso normalmente acontece por conta da vida atribulada que levaram durante tanto tempo, obedecendo a horários, correndo atrás de números, tentando atingir metas etc. De repente, se veem numa apatia tão grande que nem mesmo sabem o que fazer com tanto tempo livre.
 "É importante estar preparado psicologicamente para uma mudança brusca de rotina"


Alguns não param de trabalhar. Outros, ainda, se dedicam a causas sociais, como voluntariado em hospitais. Uns preferem colocar em prática habilidades não exploradas anteriormente. Independentemente de qual seja a decisão de cada um, o importante é estar preparado psicologicamente para uma mudança brusca de rotina. E, principalmente, estar bem estruturado para encarar com tranquilidade a fase da vida em que deveríamos apenas colher os louros do que plantamos durante toda uma vida.

Exatamente por isso, aconselho: aproveite enquanto você está ativo para definir o fim da sua vida. Até mesmo porque, para muitos, o que chamamos de terceira idade é na verdade a melhor época da vida, pois já possuímos experiência e vivência suficientes para sabermos o que é bom para nós mesmos. Para quem goza de boa saúde, é fundamental aproveitar esta etapa para realizar todas as vontades que passou na vida. Para isso, a saúde mental é tão importante quanto. E, convenhamos, para garantir esse bem-estar, é essencial que tudo na vida esteja na mais perfeita ordem.

* Bernt Entschev é presidente da De Bernt Entschev Human Capital. Headhunter, trabalha na área de Executive Search há mais de 20 anos. Autor do livro "Executivos, Alfaces & Morangos", Bernt também atua como conselheiro de diversas instituições.
Blog Vida Executiva

Mensagem inicial!!! Seja muito bem vindo!!!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010